7 artigos para leitor_s e pesquisador_s de Conceição Evaristo publicados na Revista de Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea da UnB

Os artigos selecionados para esta postagem foram originalmente publicados na Revista de  Estudos Brasileiros Contemporâneos da Universidade de Brasília, UnB. Você pode acessar e conhecer mais da REBC e seu trabalho de divulgação da literatura contemporânea clicando aqui.

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Conceição Evaristo nasceu em 29 de dezembro de 1946 em uma favela da zona sul de Belo Horizonte, Minas Gerais. Escritora de projeção internacional, Evaristo publicou seu primeiro poema em 1990, no 13º livro do volume dos Cadernos Negros, editado pelo grupo Quilombhoje, de São Paulo. Com profundas reflexões sobre questões de raça e gênero tem revelado a desigualdade social do Estado brasileiro. Entre os prêmios recebidos ao longo de sua vida como escritora e intelectual negra estão o Prêmio Jabuti de Literatura 2015, Faz a Diferença – Categoria Prosa 2017, Prêmio Cláudia – Categoria Cultura 2017.

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(Po)éticas da escrevivência, de Luana Barossi
Resumo | O presente ensaio tem como foco a discussão sobre alguns loci de enunciação mantidos pela crítica literária em uma posição subalterna ao serem proscritos do campo literário. A perspectiva teórica enfoca as noções de direito à literatura, de Antonio Candido, a (im)possibilidade de enunciação do subalterno, de Gayatri Spivak, o direito de narrar, de Homi Bhabha e o conceito de escrevivência, de Conceição Evaristo.

A periferia em Conceição Evaristo e Esmeralda Ribeiro: questões de gênero, raça e classe, por Rodrigo da Rosa Pereira
Resumo | O presente trabalho situa-se no contexto da produção contística de autoria feminina afro-brasileira na série literária Cadernos negros (1978–atual). O estudo tem por objetivo a análise crítica de alguns dos contos mais representativos das escritoras Conceição Evaristo e Esmeralda Ribeiro, de modo a discutir o retrato social da periferia construído pelas narrativas. Por serem construídos a partir de uma perspectiva feminina afro-brasileira, os contos compõem um mosaico de nossa sociedade, que revela a situação de exclusão vivenciada por uma parcela significativa de nossa população.

A cultura do outro em Histórias de leves enganos e parecenças, de Conceição Evaristo, por Nivana Ferreira da Silva
Resumo | Com base nos estudos culturais, especificamente nos debates relacionados às formas como a cultura considerada hegemônica se configurou como tal, este artigo propõe uma discussão em torno da constituição do cânone literário, considerando o que este deixa à margem, sobretudo em relação às questões raciais e de gênero. Nesse sentido, consideramos exemplar a literatura de autoria negra e feminina para esta reflexão e debruçamo-nos sobre o trabalho da escritora Conceição Evaristo, a partir do seu livro Histórias de leves enganos e parecenças (2016), objeto cultural emblemático para a problematização apresentada.

Para não ser trapo no mundo: as mulheres negras e a cidade na literatura brasileira contemporânea, por Regina Dalcastagnè
Resumo | Este trabalho busca analisar, nas obras de Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo, as possibilidades estéticas e políticas da autorrepresentação da experiência feminina negra nas metrópoles brasileiras. A cidade, nesses livros, não é apenas paisagem ou retrato, mas elemento de subjetivação e espaço de empoderamento, que se efetivam a partir da própria escrita. Fugindo da perspectiva dominante – branca, masculina, elitizada – de nosso cânone literário, Jesus e Evaristo não apenas resgatam “histórias não contadas”, como também produzem novos modos de pensar e dizer a relação entre cidade, gênero, raça e classe.

Longe do Paraíso: Jazz, de Toni Morrison, e Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, por Ângela Maria Dias
Resumo | O ensaio propõe-se interpretar as escritas de Morrison e Evaristo, explorando as correspondências entre memória e criação nas respectivas obras, a partir do ponto de vista de cada narrador, diante dos respectivos enunciados. Levando em conta o papel da enunciação diante do mundo ficcionalizado, como forma simbólica, a presente investigação pretende interrogar até que ponto a economia de cada universo narrativo organiza um contra-discurso em relação ao cânone dominante, na busca da reconstrução de uma identidade histórica e ficcional, em que dados da tradição se misturam à contemporaneidade de personagens desenraizados e investidos na compreensão das próprias perdas. Neste sentido, a atual proposta se dispõe a perguntar até que ponto o papel da distância narrativa projeta, na dimensão estética que lhe é inerente, as especificidades características dos cânones afro-americano e afro-brasileiro, respectivamente, e, na medida do possível, consegue delinear a ética do engajamento político das escritoras, seja ele de raça e/ou de classe e/ou de gênero.

De volta pra casa ou o caminho sem volta em duas narrativas do Brasil, de Simone Schmidt
Resumo | O artigo discute a representação do corpo feminino subalterno em dois romances brasileiros:
As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto, e Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo. A leitura se propõe a enfocar esse corpo como lócus em que se desdobram as tensões resultantes das relações desiguais de gênero, raça e classe no Brasil, corpo colonizado e verdadeiro campo de batalha, em cujos movimentos ainda se enfrentam a casa grande e a senzala. Tomando como motes o tema da estrada e o motivo do exílio, pretende-se também abordar os deslocamentos efetuados pelas personagens femininas nos dois romances, como percursos formadores de sua identidade.

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